“FAPEMIG 25 anos – História em Pesquisa” é o título do livro que resgata a história dos 25 anos da instituição. O lançamento da obra, realizado na última quarta-feira (23/05) encerrou as celebrações do Jubileu de Prata da Fundação. O evento foi realizado no auditório da FIEMG, em Belo Horizonte e contou com a presença de figuras importantes como colaboradores, parceiros, parlamentares e autoridades das áreas de ciência, tecnologia, ensino, pesquisa e inovação. “O livro, além de ser um registro histórico, traz uma importante reflexão e projeção do futuro da FAPEMIG e do cenário da ciência, tecnologia e inovação em Minas”, explica o presidente da Fundação, Mario Neto Borges.
“Para mim, foi prazeroso desenvolver esta obra e resgatar a história da instituição, já que por muito tempo fui cliente, como pesquisadora da UFMG. É importante para as futuras gerações ter um registro da história da ciência, tecnologia e inovação do Estado para que possam escrever o futuro” , declarou Ligia Maria Leite Pereira, autora do livro.
A obra foi editada pela Editora UFMG. Bibliotecas de universidades e escolas que tiverem interessem em adquirir podem enviar um e-mail para acs@fapemig.br ( Assessoria de Comunicação Social FAPEMIG )
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, visitou hoje, 24, no começo da tarde, em Belo Horizonte, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG).

O ministro Marco Antônio Raupp recebeu um exemplar do livro comemorativo dos 25 anos da FAPEMIG, lançado na véspera, ao lado do presidente do Conselho Curador, João Francisco de Abreu, e do presidente da Fundação, Mario Neto Borges Foto: Diogo Lopes
Além de conhecer as instalações atuais da entidade, ele também foi informado pelo professor Mario Neto, presidente da FAPEMIG, e pelos membros do Conselho Curador da entidade, das principais diretrizes e estratégias propostas para os próximos anos.
O ministro gostou de saber também do avançado estágio das obras de construção da nova sede da fundação mineira na Cidade do Conhecimento, que será instalada no bairro Horto. De caráter moderno e arrojado, as instalações estão previstas para serem inauguradas já no final deste ano.
Com experiência de cerca de 40 anos, Raupp é formado em Física, pós-graduado em matemática, professor universitário e já dirigiu diversas entidades da área de sua pasta. Nesse podcast (#26) o ministro fala especialmente sobre a importância da Ciência, da Tecnologia e da Inovação como precursoras de uma melhor qualidade de vida para os brasileiros.
Para Raupp, os altos investimentos que o governo vem fazendo já apresentam bons e variados resultados positivos e tem trazido benefícios para toda a sociedade. Mas ainda falta mais. Para alcançar o alto nível de desenvolvimento esperado, é preciso maior integração entre empresários e comunidade acadêmica. E com apoio do governo.
Produção: Marcus Vinicius dos Santos
Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2012-2015 (MCTI – PDF)
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Se você é como a maioria do povo brasileiro e adora futebol, esta notícia pode lhe interessar tanto quanto o Campeonato Brasileiro. Ou quase!
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tem um projeto de popularização da ciência que mostra como a matemática é útil, inclusive para facilitar a vida de torcedores.
Para isso, um grupo de professores mantém uma página na internet onde publicam cálculos de probabilidade relacionados aos resultados da próxima rodada e ao resultado final dos campeonatos maiores. Eles também explicam como foi possível chegar aos resultados e apresentam variações ao modelo adotado.
Segundo o coordenador do projeto, professor Bernardo Nunes Borges de Lima, não se trata de previsão, ao estilo “Mãe fulana”, mas sim de um cálculo que relaciona determinados parâmetros. Mudam-se os parâmetros dados, mudam as chances de determinado fato ocorrer, de verdade. “A gente cansou de ouvir números errados”, afirma o professor, mostrando a motivação para a iniciativa.
Um alargamento da ideia foi a oferta de minicursos. Eles devem ser aprimorados, levados para cidades do interior de Minas e com isso amplificar a abrangência da iniciativa.
Então, não se esqueça, logo que começar o campeonato brasileiro acesse www.mat.ufmg.br/futebol e veja quais serão as chances do seu time e dos advesários. De quebra você ainda ganha a possibilidade (ou probabilidade?) de atualizar sua “matemática do futebol”.
Produção: Marcus Vinicius dos Santos
Tags:Bernardo, Bernardo Nunes Borges de Lima, estatística, fapemig, Futebol, Gilcione, matemática, ondas da ciencia, podcast, probabilidade, UFMG
Já imaginou um mundo onde a medicina não enfrentasse problemas quanto a estoques de sangue por falta de doadores? Pois essa é a previsão da ciência para os próximos anos. Uma substância em desenvolvimento promete cumprir um trabalho que, até o momento, apenas sangue de origem humana poderia realizar.
“Sangue é vida”. Todos já ouvimos essa frase em algum momento. Faz todo o sentido. Para que um corpo possa manifestar a vida, ele necessita que oxigênio e energia sejam conduzidos a cada um de seus sistemas componentes. O sangue é o responsável por realizar este imprescindível trabalho. Opera no organismo humano como uma espécie de rio comprometido a transportar em sua correnteza o elixir da vitalidade. Penetra cada órgão e tecido com a missão de entregar a energia base para fomento da existência. Sem ele, a vida como conhecemos não seria possível.
Entretanto, estamos sujeitos a perda de sangue por algum ferimento ou a contrair doenças que comprometam a produção ou a qualidade do tecido (sim, o sangue é um tecido em estado líquido). O sangue perdido ou danificado precisa de reposição imediata para que o organismo possa reestabelecer sua vivacidade. A esperança de uma pessoa nessas condições depende de um gesto nobre e humano: a doação de sangue. Em outras palavras, trata-se de dividir com um próximo (ou não) uma extensão de nossa própria vida.
Em hospitais de todo o mundo, um grande problema é enfrentado: serviços de emergência médica geralmente não possuem quantidades satisfatórias da substância em estoque. Basta uma rápida busca na Internet sobre o assunto para se comprovar o fato. Os principais fatores dessa carência são o baixo índice de doadores, obstáculos para conservação e manutenção do sangue humano, contaminação por doenças e incompatibilidade entre grupos sanguíneos.
O que fazer com a falta de suprimentos de sangue frente a situações de emergências? Este problema ficou sem solução por muitos anos e assombrou o mundo da medicina, mas cientistas alegam ter encontrado a resposta e afirmam que, em pouco tempo, este obstáculo estará vencido.
A invenção que promete mudar essa realidade recebeu o nome de HBOC201 (sigla em inglês para Hemoglobin-Based Oxygen-Carrying, ou Transporte de Oxigênio Embasado em Hemoglobina). A fórmula elaborada a partir do plasma sanguíneo de bovinos polimerizado (aditivado com substâncias plásticas que podem reproduzir algumas propriedades essenciais do sangue) foi desenvolvida após décadas de estudos voltados para a criação de um substituto artificial do sangue humano.
A composição ganhou notoriedade em 2011, quando apresentou sucesso ao ser administrada em Tamara Coackley, vítima de um acidente automotivo ocorrido em Melbourne, na Austrália. A vítima, Testemunha de Jeová, não poderia receber sangue de outro humano conforme determina sua crença e, muito ferida, necessitava de transfusão o quanto antes. Ela teve sua vida salva graças ao triunfo do invento.
O HBOC201 injetou vida em Tamara e esperança na comunidade médica. O incidente – que foi a primeira experiência com humanos – transformou em realidade algo que, até então, parecia coisa de cinema. Apesar do sucesso conquistado, os compostos sintéticos atuais apresentam ainda algumas imperfeições que precisam e estão sendo melhoradas. Os sintéticos desenvolvidos até o momento conseguem realizar satisfatoriamente o transporte do oxigênio, mas não são capazes de transportar diversos outros nutrientes indispensáveis à manutenção da vida, tal como o sangue orgânico faz, e pesquisas estão sendo realizadas nesse sentido.
Cientistas voltaram suas atenções para o desenvolvimento de sangue sintético a partir de células tronco devido à capacidade que possuem de produzir glóbulos vermelhos com o mesmo conteúdo e morfologia que as células produzidas naturalmente. Além disso, apresentam uma importante característica que os substitutos atuais não possuem: um tempo de vida útil muito próximo ao das células do sangue natural. O composto sintético será estruturado para apresentar a mesma adaptação do grupo sanguíneo tipo O-negativo, denominado “doador universal” por ser compatível com 98% da humanidade. Vale lembrar que, no meio natural, apenas cerca de 7% das pessoas o produzem.
Mentores do projeto acreditam na possibilidade de tornar viável a produção do sangue artificial em larga escala e sua aplicação em hospitais de todo o mundo antes do ano 2015. Porém, enquanto essa batalha ainda não está vencida, devemos nos lembrar do quão grandiosa é essa atitude tão simples, e encontrarmos tempo em nossa agenda para fazermos a doação de sangue.
Belo Horizonte deverá sediar o primeiro banco de testes de motores de ‘foguetes universitários’. Este será o segundo equipamento instalado no país, que, atualmente, só dispõe de outro banco de testes similar no polo aeroespacial de São José dos Campos (SP), onde se concentra a indústria nacional da área.
Os testes, relacionados a força, vazão e temperatura do foguete, determinam a “potência”, ou empuxo do artefato. Se tudo correr como planejado, ele estará pronto para uso em cerca de um ano, um ano e meio.
Neste Ondas da Ciência #24 o nosso entrevistado é o professor Welerson Romaniello, do curso de mecatrônica (profissão que reúne conhecimentos de mecânica e eletrônica ) da PUC Minas. Ele é o coordenador da etapa mineira que integra tentativa multicêntrica de construir um foguete universitário brasileiro
O professor relata como tudo começou e quais serão seus próximos passos. Segundo ele, construir o “primeiro foguete brasileiro feito por estudantes” tem como objetivo principal incentivar o desenvolvimento da engenharia aeropacial, nos moldes que aconteceu com a indústria automobilística.
Uma consequência positiva de se lançar um foquete ou satélite, observa o professor, observado em outros países, é que esse processo alavanca o desenvolvimento de todas as áreas de engenharia, destacando também sua relevância acadêmica.
Além da fase de implantação do banco de testes, o projeto nacional também prevê a produção do motor e o projeto aerodinâmico. Essas duas fases foram divididas entre o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Vale do Paraíba (Univap).
O estudante Bruno Garkauskas Neto é o idealizador do grupo de estudos que acompanha a experiência mineira. Foi ele quem primeiro percebeu a oportunidade de participar da iniciativa e para isso convidou para orientá-lo o físico e professor de mecatrônica.
Produção: Marcus Vinicius dos Santos
Tags:aeroespacial, brasileiro, engenharia, fapemig, foguete, motores, Puc Minas, testes, universitário, Welerson Romanielo
Na próxima edição da Minas Faz Ciência, você vai conhecer a pesquisa realizada com a Banda Santa Cecília, de Barão de Cocais. Há mais de um século, os músicos ajudam a fortalecer a identidade cultural do município. Neste programa, nós vamos conhecer personagens que fizeram e fazem essa história.